No Dia Internacional da Educação, a formação científica se destaca como eixo central para o desenvolvimento de competências técnicas e sociais na área da saúde
A educação é reconhecida mundialmente como um direito humano fundamental e um dos principais pilares para o desenvolvimento das sociedades. Celebrado em 24 de janeiro, o Dia Internacional da Educação reforça a importância dos sistemas educacionais de qualidade para a formação de cidadãos críticos e de profissionais capazes de responder a desafios complexos na saúde, na ciência e na tecnologia. Em áreas estratégicas como a Engenharia Biomédica, a educação sustenta a integração entre conhecimento científico, inovação tecnológica e cuidado em saúde, com impacto direto na qualidade da assistência e na transformação de realidades.
Instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2018, celebrada oficialmente desde 2019, a data chama atenção para a necessidade de garantir acesso, permanência e qualidade da educação ao longo da vida, em alinhamento com a Agenda 2030 e o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 4 (ODS 4). A proposta é estimular o debate sobre políticas públicas, financiamento, inclusão e valorização dos profissionais da educação, destacando a formação como motor do desenvolvimento social, científico e tecnológico.
Formação em Engenharia Biomédica
No ensino superior, a data reforça o papel de universidades, centros de pesquisa e entidades científicas na formação de profissionais preparados para atuar em contextos interdisciplinares. A Engenharia Biomédica é um exemplo direto dessa relação pois a própria existência depende de uma formação ampla, integrada e bem estruturada, capaz de articular diferentes campos do saber. Essa trajetória exige domínio de fundamentos como matemática, física, computação, biologia e ciências da saúde, permitindo que o profissional dialogue com equipes diversas e traduza necessidades clínicas em soluções tecnológicas seguras e eficazes.
Os currículos dos cursos de Engenharia Biomédica são organizados para integrar engenharia, biofísica, biotecnologia, informática em saúde, ciências médicas e humanidades. Essa articulação depende de projetos pedagógicos consistentes, capazes de conectar teoria e prática, estimular pensamento crítico e promover uma visão sistêmica dos problemas em saúde, desde o desenvolvimento de dispositivos médicos até a gestão de tecnologias em ambientes hospitalares.
Além da base científica, a educação em Engenharia Biomédica desenvolve competências técnicas e investigativas. A graduação prepara o estudante para projetar, implementar e gerenciar tecnologias biomédicas como equipamentos médicos, softwares, sistemas de telemedicina, biomateriais e tecnologias assistivas. Laboratórios, estágios e projetos aplicados aproximam o estudante de desafios reais da área da saúde, favorecendo a capacidade de inovação e de resolução de problemas complexos.
Compromisso ético e com o SUS
Outro eixo essencial dessa formação é a atuação ética e socialmente responsável. Busca-se formar profissionais críticos, atentos ao uso seguro e adequado das tecnologias e às desigualdades de acesso à saúde em diferentes territórios. Essa perspectiva aproxima o engenheiro biomédico das demandas do Sistema Único de Saúde (SUS) e da saúde coletiva, orientando soluções compatíveis com realidades de recursos limitados e necessidades concretas da população.
O percurso formativo também prepara para o trabalho em equipe e a atuação multiprofissional. Disciplinas e projetos integradores estimulam habilidades de comunicação, liderança e gestão, fundamentais para a colaboração com médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, profissionais de TI, gestores e outros atores do sistema de saúde. Essa atuação conjunta é indispensável para conduzir iniciativas complexas em hospitais, indústria, centros de pesquisa e serviços públicos.
O papel da SBEB
A Sociedade Brasileira de Engenharia Biomédica (SBEB) atua diretamente no desenvolvimento e na consolidação da formação em Engenharia Biomédica no Brasil. A entidade acompanha a evolução dos cursos de graduação e pós-graduação, atuando junto à CAPES, ao CNPq e à SBPC como sociedade científica representante dessa área do conhecimento, promove debates sobre competências essenciais da área, incentiva a formação continuada de estudantes e profissionais, aproxima os atores do ecossistema de tecnologia e inovação brasileiro, participa de federações internacionais para ampliar os horizontes da engenharia biomédica nacional, promove eventos, ações de divulgação científica e atua junto aos conselhos e entidades de classe para o fortalecimento profissional.
Por meio de eventos científicos, congressos, cursos, webinários e atividades educacionais, a SBEB cria espaços de atualização técnica e científica, estimulando o intercâmbio entre universidades, centros de pesquisa, serviços de saúde, indústria e gestores públicos. Essas ações contribuem para o desenvolvimento de competências alinhadas às demandas reais do sistema de saúde e às exigências de regulamentação e segurança das tecnologias em saúde.
Ao estimular a participação de estudantes e jovens pesquisadores, a SBEB reforça a educação como eixo estratégico de sua missão institucional e como elemento central para o avanço da ciência, da tecnologia e da inovação em saúde no país. A entidade fortalece a construção de redes de colaboração e de uma comunidade científica comprometida com o interesse público.
A SBEB acredita no poder da educação e da formação continuada para a geração de novos talentos e para o fortalecimento do capital humano nacional com o propósito de contribuir com o desenvolvimento tecnológico nacional e para gerar melhorias no sistema de saúde brasileiro e na qualidade de vida das pessoas.
Em 2026, a SBEB atuará no desenvolvimento de mais ações de formação continuada para a sociedade. Quer saber participar desse movimento? Junte-se a nós!