Relatos mostram como o congresso amplia redes, inspira inovação e prepara estudantes e profissionais para os próximos desafios da área
Participar de um congresso científico vai além de assistir palestras. Para estudantes, pesquisadores e professores da Engenharia Biomédica, é uma oportunidade de ampliar horizontes, construir conexões e acelerar projetos que podem impactar diretamente a saúde no país. O Congresso Brasileiro de Engenharia Biomédica (CBEB), promovido bianualmente pela Sociedade Brasileira de Engenharia Biomédica (SBEB), cumpre esse papel desde 1973, consolidando-se como o principal evento científico e tecnológico da área no Brasil.
Ao longo de mais de três décadas de edições, realizadas em diferentes cidades brasileiras, o CBEB tornou-se um espaço estratégico de articulação entre academia, indústria, gestores públicos e profissionais do setor. A última edição em 2024, em Ribeirão Preto (SP), reuniu mais de 800 participantes de 158 cidades brasileiras e 11 países, reforçando o alcance nacional e internacional do congresso.
“A participação no CBEB foi inspiradora. Pude construir uma nova visão sobre o desenvolvimento de tecnologias médicas no Brasil, além da oportunidade de conhecer vários pesquisadores dedicados ao avanço da ciência”, afirma Gustavo Maciel, estudante de mestrado, no Instagram do Portal de Notícias Senadinho.
Conexões que permanecem
O CBEB funciona como ponto de convergência da Engenharia Biomédica. Estudantes de graduação dividem espaço com pós-graduandos, professores, profissionais da indústria e representantes do poder público. Esse encontro fortalece o senso de pertencimento e amplia redes que permanecem ativas após o encerramento do evento.
“Alunos e ex-alunos do curso de Engenharia Biomédica da UFPA estiveram presentes nesse evento. Foram momentos de reencontro com amigos, alunos e professores”, relata o Laboratório de Engenharia Biomédica da Universidade Federal do Pará (UFPA), via Instagram.
Além dos reencontros, surgem novas parcerias. Sessões de pôsteres, apresentações orais, mesas-redondas e atividades práticas criam oportunidades de diálogo direto entre pesquisadores e profissionais.
“Fiquei muito feliz em participar do congresso e ver tantas pessoas dedicadas a soluções tecnológicas para a saúde, tanto na pesquisa acadêmica quanto no empreendedorismo”, diz o professor Ederson Cichaczewski.
Repertório ampliado e validação científica
A programação do CBEB acompanha as transformações da área. Temas como inteligência artificial aplicada à saúde pública, neuroengenharia, nanotecnologia, dispositivos médicos portáteis e transferência de tecnologia estão entre os debates recentes e também compõem a agenda da próxima edição .
Ao reunir especialistas da academia, da indústria e do setor público, o congresso aproxima pesquisa e aplicação prática, estimulando soluções voltadas tanto ao Sistema Único de Saúde (SUS) quanto ao setor privado.
“Recomendo muito a experiência no Congresso. Ver a quantidade de pessoas, linhas de pesquisa, instituições e propostas na sua área de interesse é super motivador e inspirador”, comenta Henrique Mesquita, formado em Engenharia Biomédica.
Para quem apresenta trabalhos, o impacto é direto. O CBEB acumula milhares de submissões ao longo de sua história, com os anais publicados e reconhecimento de iniciativas inovadoras. A experiência fortalece pesquisas em andamento e contribui para o amadurecimento acadêmico.
“Uma sensação muito prazerosa poder estar no meio de tantas mentes brilhantes, junto a pessoas com capacidade para elevar o nível da ciência em âmbito nacional e ainda assim poder compartilhar com todos os resultados promissores e motivadores obtidos pela nossa equipe”, descreve o doutor Luís Filipe Beloni.
Inovação na prática
“Além das palestras e sessões científicas, o congresso promove desafios aplicados como o Biochallenge, o Ideathon e os hackathons, que incentivam equipes a propor soluções para problemas reais da saúde. Essas iniciativas conectam criatividade, tecnologia e visão de mercado”, informa Cichaczewski.
Minicursos especializados, espaços para startups apresentarem pitches e atividades de networking ampliam a compreensão sobre o ecossistema de inovação, que envolve empreendedorismo, regulação, produção nacional e transferência tecnológica.
Uma trajetória que continua
Desde sua primeira edição, o CBEB contribuiu para fortalecer a Engenharia Biomédica no Brasil, ampliando cursos de graduação e pós-graduação, impulsionando regulamentações profissionais e consolidando redes de pesquisa. O congresso também reforça o papel da SBEB como articuladora nacional da área.
“Quero expressar minha profunda gratidão à SBEB por acreditar no meu trabalho e proporcionar essa oportunidade incrível. Participar deste congresso foi não apenas uma chance de compartilhar conhecimento, mas também de aprender com especialistas de diversas culturas e realidades”, relata Marcelo Lima, engenheiro biomédico.
Para muitos participantes, a experiência gera expectativa pelas próximas edições.
“Já espero por 2026”, conclui o doutor Beloni.
A 30ª edição do Congresso Brasileiro de Engenharia Biomédica será realizada de 28 de setembro a 2 de outubro de 2026, em Fortaleza (CE), sob o tema “Construindo pontes entre a academia e o mercado”. O encontro pretende aprofundar o diálogo entre pesquisa e setor produtivo, fortalecendo a inovação em saúde no Brasil.
As inscrições para o CBEB 2026 já estão abertas.
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Esperamos vocês lá!